NOVO BLOG!!!!

Então povo, mudei de blog depois de uma madrugada recadastrando posts... aborrecido

Vou sentir falta desse não-lugarzinho aqui... mas é isso... evolution e revolution!


Segue o novo endereço: http://cibereza.blogspot.com/

quero comentários hein?

Alkady.



Escrito por Kadydja Albuquerque às 02h16
[] [envie esta mensagem] []



In repair

[foto by me >> sábado de carnaval]

Há sempre o momento de respeitar as palavras que não saem, mas que ao mesmo tempo provocam. sou esôfago travado. Perco-me em pensamentos sobre mim mesma. Crueldade que se faz consigo sem querer.

Os fatos, preconceitos, frases vitrolam na mente e chiam porque a desconfiança é como a agulha quebrada que transforma qualquer canção em barulho inútil. Ando em uma fase muito minha e só posso atribuir isso a falta de crença nas pessoas.

Optei, momentaneamente, por não acreditar no que me dizem. Cética por conveniência. Machuca menos. Namoro com a desimportância. Flerto com o desdém. Ainda assim, não consigo deixar de me levar a sério. E esse respeito por mim me enclausura e me mantém distante de tudo.

Sigo aparecendo, mas não sou eu. Só me mostro a mim e no escuro. Não escuro convencional. Percebam que não há nada aparente nas minhas palavras por aqui. O que eu quero dizer é difícil de enxergar...

E vou me conhecendo e me aceitando. Não há orgulho. Mágoa muito menos. Há preguiça de lidar com os egos. Por muito tempo caminhei com o peito aberto, sempre no estado iminente de dizer as coisas. Hoje calo tudo que acho importante. Qualquer palavra que saia da minha boca é lixo perto do que eu penso. Do que realmente tenho a dizer pro mundo.

Dentro do meu universo, cansaço. Não é de todo mal. Não é crise. É escudo, muro construído com tijolos que jogaram em mim. Preciso fazer com que eles sirvam para alguma coisa. Observo a inutilidade dos gestos das pessoas que tentam me convencer... a crer.

Não é o meu momento. A minha fé é disciplinada. Nunca cessa, mas tem foco. Continuo no jogo da vida. Finjo dribles, dou uma cabeçada ou outra, ameaço chutar pro gol. Tudo é tão inquieto em mim que me impacienta até construir metáforas.

E a inquietude vem do questionamento. vem de Saturno, do ano 9, dos tijolos, dos jogos e de todas as canções inúteis. E observo cada pessoa e coleciono pares. Retorno à origem daquilo que sempre pensei. E desconfio e desconserto o meu eu remendado para consertar novamente. Grande benção é saber olhar pra dentro e respeitar a si mesmo. Só assim poderei deixar que saiam de mim as verdadeiras palavras. Por enquanto, sigo sem qualquer originalidade.



Escrito por Kadydja Albuquerque às 00h06
[] [envie esta mensagem] []





 

C... de Carnaval

de Coldplay

de Cansei...

Vídeo extraído do DVD Coldplay Live. Música: A rush blood to the head...



Escrito por Kadydja Albuquerque às 17h19
[] [envie esta mensagem] []



Brinquedinho novo

 

Sabe quando você ganha um presente e fica toda boba? Eu ando assim. Meu pai, por livre e espontânea vontade, resolveu me dar uma câmera fotográfica de presente. Talvez não tão livre e espontânea assim, mas com um peso de culpa por ter quebrado a minha rósea cybershot em um dos nossos jantares na capital baiana.

Enfim, demorou um pouco, mas ele se redimiu com um presente e tanto: uma Nikon D-60. Trocando em miúdos: um brinquedinho de alta qualidade e que anda preenchendo os meus vazios momentâneos neste carnaval. É, eu não sou muito da folia de Momo e venho de uma maratona de festas de verão que me trouxeram como herança a preguiça. Até que pretendo foliar uns dias, mas ando tranqüila. Com meus gatos, com minha Nikon, com meus DVDs.

Como ainda não tive a oportunidade de inaugurá-la na rua, ando fotografando meus modelos preferidos: os meus felinos Nina, Soneca e Beto. Eles não cobram cachê e me facilitam muito o trabalho com essas carinhas que nunca saem feias na foto. Adoro as poses sempre intencionais (sim, os gatos adoram posar para fotos e fazem isso com a mesma destreza de uma piriguete na balada).

Já postei algumas no meu profile do Orkut, e ando um tanto preocupada com a minha imagem perante meus amigos. Moro sozinha e tenho 3 gatos. Se eu tivesse mais 20 anos era sinônimo de derrota. Como ainda tenho meus 28 aninhos, sou sinônimo de quê? Deixa pra lá... é melhor nem perguntar.

Voltando ao brinquedinho... estou empolgada, mas ainda não tive coragem de começar a ler o manual. Quero fazer uma aulas de fotografia, mas também não tenho pressa. O que mais importa é o olhar, não é mesmo? Esse eu treino todo dia e nem preciso de uma objetiva. Venho de um passado de repórter, daquelas que gostam de observar tipos, cenas, estórias. E confesso que ando com vontade de voltar a escrever reportagens. Não por ofício, mas por hobby. Fico lembrando das minhas épocas de campo, do seu Lourival e de tantos outros seus e donas que eu conheci com um gravador na mão.

Um dia ainda vou escrever sobre seu Lourival, o meu entrevistado mais marcante. A universidade está longe de nos ensinar o que essas pessoas nos fazem descobrir a cada pergunta. E ele me ensinou muita coisa com poucas palavras e um olhar que me fez perceber o quão pequenos somos nós – o lado de cá que vive com a barriga cheia. Um senhor de 74 anos, ativo, provedor de uma família grande que vive com ele em um barraco no Canela, foi uma das pessoas que mais me marcaram até hoje. “Tenho fome, mas sou feliz. Por quê? Porque Deus existe e ele me prova isso todos os dias”. Nunca esquecerei essa frase que, acompanhada com o olhar de serenidade, fez essa aqui desarmar (ou seria desabar?). Foi a primeira e única vez que não consegui segurar o choro diante de um entrevistado.

Se eu tivesse com minha Nikon no momento, seu Lourival estaria na minha melhor foto, no meu papel de parede do computador, e possivelmente em um quadro na minha sala. Mas não faz mal, ele vai ficar registrado pra sempre em minha memória. Essa que depois um dia eu escrevo sobre como ela me assusta com sua capacidade de registrar e resgatar tantas coisas.

A foto que ilustra este post foi tirada hoje pela manhã. É Soneca, meu gato-cachorro-peixe que vale um texto só para ele. Meu grande presente, meu fiel companheiro, o provocador das minhas melhores risadas, e que agora está aqui ao meu lado tentando sentar no teclado deste laptop. Fico por aqui.

Bom carnaval!



Escrito por Kadydja Albuquerque às 20h50
[] [envie esta mensagem] []



Viver ou durar

Às pequenezas do mundo, a minha resposta, quase sempre, é meu silêncio, minha reza, meu desprezo. Não sou eu que vou ensinar ninguém a viver com dignidade, até porque eu também sou aprendiz. Mas também não posso me calar diante de algumas coisas. Não porque incomodem, mas porque me fazem perceber cada vez mais que as minhas escolhas foram certas.

O que antes se transformava em culpa, hoje é alívio de perceber que só conhecemos o outro na merda. Sofre quem quer, quem é pequeno demais para escolher ser feliz. Eu sou guerreira, nasci assim, e não me entrego. Sou fruto das minhas escolhas - umas sábias, outras nem tanto- mas não arredo o pé da luta. Não me castigo, não me puno, não me vitimizo.

Eu sou e vivo hoje o que eu escolhi. Porque em algum momento da minha vida, eu escolhi sim. Não vou ser mesquinha e culpar ninguém. Não pretendo ser coitada. Não vou ofender, tampouco ficar esperando a vida passar. Eu faço o meu momento aqui e agora. E isso já me faz melhor que muita gente.

Afinal, vai viver ou vai durar?

Bom carnaval aos meus queridos!

K



Escrito por Kadydja Albuquerque às 23h06
[] [envie esta mensagem] []



Diquinha do dia - Qualquer

O projeto Verão foi lindo... mas ainda não acabou. Hoje tem Arnaldo Antunes na Rua da Cultura. Então eu vou deixar pra postar sobre o que eu achei de tudo no final. Segue minha diquinha do dia em homenagem ao ex-titânico. :-D

 

Qualquer

Arnaldo Antunes / Hélder Gonçalves / Manuela Azevedo


qualquer traço linha ponto de fuga
um buraco de agulha ou de telha
onde chova

qualquer perna braço pedra passo
parte de um pedaço que se mova

qualquer

qualquer fresta furo vão de muro
fenda boca onde não se caiba

qualquer vento nuvem flor que se imagine além de onde o céu acaba

qualquer carne alcatre quilo aquilo sim e por que não?

qualquer migalha lasca naco grão molécula de pão

qualquer dobra nesga rasgo risco
onde a prega a ruga o vinco da pele
apareça

qualquer lapso abalo curto-circuito
qualquer susto que não se mereça

qualquer curva de qualquer destino que desfaça o curso de qualquer certeza

qualquer coisa

qualquer coisa que não fique ilesa

qualquer coisa

qualquer coisa que não fixe

 

Link para baixar o Cd "Arnaldo Antunes Ao vivo no Estúdio": http://www.mediafire.com/?dxnostkjn5h

Apenas para ouvir: http://www.arnaldoantunes.com.br/sec_discografia_view.php?id=38



Escrito por Kadydja Albuquerque às 18h33
[] [envie esta mensagem] []



A vida e seus reveses

Quando esse moço lindo aí nos deixou, eu escrevi um texto para meus tios e primas. E vou reproduzir uma parte dele aí em baixo:

O medo de perder alguém sufoca tanto quanto a perda em si. Imaginar a dor, faz doer de fato. Por um instante, percebemos como essa pessoa faria falta em nossas vidas, e logo nos apressamos em pensar outra coisa. Diante do medo, temos o artifício de manter-se no presente. Mas, e quando perdemos alguém tão abruptamente como o nosso Igor¿

Convocar o presente já não resolve. Lembrar o passado nos traz a dor da ausência, e pensar no futuro nos faz sofrer pelo longo caminho que temos pela frente. A morte sempre nos mostra como a vida é traiçoeira e que aquelas frases feitas de auto-ajuda dizem a verdade: viva intensamente cada segundo.

Sinto por não ter estado mais perto de Igor todos esses anos. Estranho, mas na missa do casamento de Sara eu pensei nele. Pensei que havia esquecido de lhe dar parabéns em seu aniversário e que precisava pedir desculpas a ele. Apesar de o encontrado na festa, não o fiz. Perdi o momento, mas fiz isso em prece.

É difícil resignar-se diante de sua morte. Ninguém esperava por isso, ninguém aceita perder uma pessoa tão jovem e tão plena de vida. Um menino cheio de porquês, sempre curioso, atencioso, e disposto a prolongar uma conversa. Tenho certeza que todos nós (eu, Ludy, Débora, Victor, Lela, Enéas, Sara, Paulinho, Gustavo, Marcelo, Beto, Felipe, Priscila, Michele, Paloma, Michail, João Victor ...) nunca esqueceremos do nosso "primo- irmão", e do curtos 20 anos que tivemos ao lado dele. Há sempre uma estória engraçada para lembrar, e é assim que nós devemos lembrar dele, não é mesmo¿

Nunca imaginei que Igor fosse me ensinar algo. Prepotência minha. Hoje, ele me fez lidar com a vida e seus reveses. Me fez perceber que eu posso ser forte diante das adversidades. Eu achei que não conseguiria dar a notícia a Ludy, porque eu mesma não conseguia aceitar tudo isso. Foi o momento mais difícil da minha vida e eu nunca vou esquecer, nunca. Igor me ensinou que é preciso viver intensamente, mas com responsabilidade, para que não magoemos as pessoas que amamos. Igor me mostrou que nada é mais importante que nossa família e amigos, e que não dar parabéns no dia de seu aniversário, pode significar não dar mais.

E hoje é aniversário de Igor, e vai ser sempre. A saudade é inevitável. A vontade de que nada disso estivesse acontecendo, também. Mas Deus é senhor de tudo, e cabe a ele decidir sobre nosso momento de sair dessa vida. Igor cumpriu sua missão e jamais será esquecido por todos que o amam. Sorriso lindo, sincero, debochado. Olhar curioso e miúdo. Deus quis que ele ficasse em nossa memória para sempre como um menino. E sem querer, ele nos uniu e nos deu uma lição: que tudo o que precisamos na vida é de amor. Em todas as suas formas, mas principalmente na mais pura delas: o amor da família.

Onde quer que ele esteja, estará hoje comemorando o seu aniversário. E nós devemos comemorar com ele.

K



Escrito por Kadydja Albuquerque às 17h13
[] [envie esta mensagem] []



Versos Íntimos - Augusto dos Anjos

Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão - esta pantera -
Foi tua companheira inseparável!

Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.

Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.

Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!

Augusto dos Anjos - Versos Íntimos

um paraibano arretado...



Escrito por Kadydja Albuquerque às 14h31
[] [envie esta mensagem] []



Diquinha do dia: Esnoba

[Banda Moinho - Esnoba]

Rodrigo não gosta da Lan Lan... eu não emito opinião. Mas eu gosto da Emanuelle. O show em Salvador foi muito bom, embora eu tenha assistido trepada na arquibancada na arena... ficou difícil sambar... não sabia que tanta gente gostava assim da banda. E olhe que foi quase na mesma hora de Alanis. O CD é todo muito legal.E essa música é muito fofa... eu fico rindo só imaginando o cara fazendo cara de "dexxxtá que eu te pego!"...

Hoje tem Lenine aqui em Aracaju, na praia, de graça. E eu tô doente. Mas eu vou viu mãe?? Nem me ligue enjoando. :-P



Escrito por Kadydja Albuquerque às 19h03
[] [envie esta mensagem] []



Movida à música

 

Comecei a perceber alguns padrões de conduta em mim que me fizeram escrever esse texto sobre a minha relação com a música. Tenho 107 vídeos adicionados no Orkut. Até este momento. Fechei a janela do youtube, minha TV, para não adicionar mais. As faturas dos meus cartões de crédito é 87% de compra de DVDs, alguns ainda no plástico. Tenho 5 mp3 players e todos com capacidade quase esgotada. E percebi que o meu blog tem mais posts com dicas de vídeo do que com poesias ou textos meus.

Sou “movida à música”. Vai ver que é por isso que meu falecido celular da Vivo era Sony Ericsson. Sim, perdi meu celular. Aliás, perderam pra mim, mas já providenciei outro. E pasmem... com mp3 player lógico! Durmo e acordo ouvindo música. Não importa qual. Confio no meu gosto. Tirando Cláudia Leite, só ouço em minha casa músicas com as quais eu me identifico. Acho que é de família isso de gostar de música. Meu pai não se separa do seu ipod. E eu já faço gosto ao coroa quando apresento algo que ele ainda não conhece.

Desde pequena eu me conheço assim. Meu mais antigo registro na casa de meu avô, em João Pessoa, é gravando uma fita cassete no inovador aparelho de som com microfone. “Pai, deixa eu cantar mais uma!”... e assim ia eu arriscar a minha performance de Dona, do Roupa Nova. Aos 6 anos de idade. Fofinha e ritmada. Depois, ganhei uma radiola amarela que hoje vale um bom dinheiro. Não parava de rodar.

Não lembro com quantos anos ganhei o meu primeiro Gradiente. Foi a minha redenção, para o desespero dos meus pais. Como imaginei shows da Xuxa. Eu como paquita claro, mesmo que na época só loiras pudessem trabalhar com a rainha dos Baixinhos. Não importa, na minha imaginação artística, eu era a paquita mais querida, justamente por ser morena.  E até hoje canto na frente do espelho. Mas trabalho, tenho permissão pra dirigir e não rasgo dinheiro.

Minha mãe diz: “essa menina, desde pequena, que fica cantando no carro”. Adoro cantar no meu carro. Esqueço dos motoristas ao lado. Canto mesmo. Pra começar o dia, música alegre. Pra voltar do trabalho, música calma. Cada ocasião, uma música. E canto com quem estiver dentro. Banho¿ só com música. Quando eu morava com meus pais, arrastava meu microsystem pro banheiro. Agora que moro só, ligo o home. E canto.

Trabalho ouvindo música. Só me concentro assim. Há uns 2 meses não sei o que é televisão. Não vi ainda o BBB, perdi o último capítulo de A Favorita e só conheço a nova novela das oito por causa dos comentários dos amigos. Em casa, fico com os meus DVDs. Adoro presentear meus amigos com descobertas. Gravo CDs e distribuo. Acho até que sou chata às vezes com essa história de garimpar novas canções. Mas foi assim que eu conheci Amy no final de 2007.

Pra mim, não existe dia sem música. Blues, Jazz, Pop, MPB, Reggae, Stefhany... não importa. Deus me fez com meus ouvidos perfeitinhos e eu aproveito. E estou aceitando indicações, tá...

K

[vídeo da banda Beirut - indicação de uma pessoa que também gosta pouco de música e que deixou de acreditar em papai Noel porque não ganhou um primeiro gradiente]. ;-)



Escrito por Kadydja Albuquerque às 00h38
[] [envie esta mensagem] []



Diquinha do dia - New Soul

Adorooooo dar dicas... tem gente que acha que eu deveria parar de recomendar boas músicas e investir na análise de clipes toscos. Fiz sucesso, é isso... voltarei a analisar Stephany, claro. Ela é a minha diversão de todas as noites agora. Mas agora eu vou indicar a Yael Naim... uma cantora francesa de nascença, mas que mora desde criança em Israel.  Mais sobre ela.. joga no google! kkkkkkkk

Enfim, enjoy.

Já me perguntaram como eu fico achando esse povo. Vou revelar:

1) Assino a Rolling Stones e quando lembro dou uma entrada no site da revista: rollingstone.com.br

2) Navego pelo lastfm.com (muuuuito bom!)

3) Deixo ligado o musicovery.com (quem não conhece, por favooooor acesse!)

 

K



Escrito por Kadydja Albuquerque às 20h24
[] [envie esta mensagem] []



Laiá laiá (Sorria!)

Como viver a vida sem sorrir? Pra mim é a mesma coisa que acordar de manhã e não  tomar uma xícara de chá bem quente, beijar meus gatos e ligar meu home theater. É como dormir sem o terço na mão, sem agradecer a Deus pelo dia e pedir proteção pelo próximo.

Sorrir é entender que tudo na vida é degrau. Faz parte de uma escada  que acaba muito mais longe do que nosso pensamento pragmático pode mensurar.  Sorrir com a boca, com o olhar, com as mãos, com a alma. Sorrir mesmo que o dia nasça cinzento, que o corpo esteja cansado, que os outros esperem seu olhar lânguido.

Sorria ao desconhecido para que ele não te assuste. Sorria ao imaginar quantas viagens você pode fazer sozinha ou com os seus amigos. Sorria ao escolher o filme que você quer assistir jogada no sofá comendo pipoca e leite condensado. Sorria quando seu animal de estimação te pedir carinho. Sorria ao ouvir uma música que te lembra um bom momento. Sorria ao ler um livro de Clarice Lispector. Sorria com um telefonema da sua mãe. Sorria quando o sinal estiver fechado e você tiver tempo para voltar aquela música que te faz cantarolar bem alto.

Sorrir não é só o melhor remédio... é também a melhor chave para o novo.

Boa terça!

Em Aracaju: céu azuul claro...

[foto: é de manhã na orla de Atalaia... domingo passado. By Theo Mirrot]



Escrito por Kadydja Albuquerque às 13h32
[] [envie esta mensagem] []



E assim caminha a humanidade... (Amor Meu)

Dizem que o novo clipe de Beyoncé Knowles, "All the single ladies", é o vídeo do momento. Até Justin Timberlake gastou seu precioso tempo parodiando o videoclipe. Realmente é muito bom e tal, mas ninguém supera a revelação da música brasileira - Stephany.

A pedido de Rodrigo, que está gargalhando há 47 minutos, vou fazer uma análise do seu melhor videoclipe - Amor Meu. Colocarei em tópicos e na sequência para que vocês possam acompanhar assistindo a esta obra prima da indústria audiovisual brasileira.

1) A abertura já é um sucesso. "Pra se apaixonar", de fato, é o texto mais coerente no momento. Eu estou apaixonada pelo talento de Stephany. Amor meu é um divisor de águas em minha vida;

2) A roupa dela é qualquer coisa de... indescritível. Provavelmente, quando ela gravou este videoclipe, devia fazer muito frio no CE. A bota... bem, a bota... não consigo comentar;

3) Reparem que logo na primeira cena tem uma senhora,  um homem e duas crianças compondo o cenário. Lindo, casual...

4) Depois as dançarinas entram... de repente! Tem uma menina de blusa laranja, logo atrás dela, que entra "patinando"... coitada... é difícil mesmo andar de salto em uma rua com paralelepípedos.

5) Faltou ensaiar um pouco mais a coreô com as dançarinas. A menina de preto, entre as duas de blusas laranjas, deve ter ido substituir alguma impossibilitada no momento. Ou seja, comprometeu a produção.

6) Discretamente, Stephany vai emplacando seus patrocinadores. No vídeo, aparece a faixada de uma casa rosa com o nome Kathleen Presentes. Mas a loja está fechada. Uma pena...

7) Blusa laranja é uma tendência nesta cidade. Percebam que na cena em que ela está esperando pelo Amor Seu na pracinha, aparecem 123 pessoas de blusa laranja. Ok, tô sendo chata né? Mas é que laranja é um cor marcante. E eu não consegui deixar isso passar.

8) Agora, me digam, quem é que fica numa praça de cidade do interior, de minisaia e bota, andando pra um lado e pro outro com cara de choro, esperando por alguém? Stephany fica. E não se incomoda com a praça inteira olhando. Ela devia ter marcado em frente a Kathleen Presentes.. pelo menos estava menos movimentado. Não ia passar por esse vexame.

9) Agora a melhor parte: "4 horas deu e ainda não consegui dormir"... Rodrigo fez o melhor comentário: deu 4 da tarde né? porque tá um sol da porra no quarto!

10) Como se não bastasse o sol e os espelhos no quarto, às 4 da manhã, Stepanhie sai debaixo do lençol vestida com uma cinta liga branca. Me digam de novo, quem é que dorme sozinha usando uma cinta liga? Stephany dorme, e maquiada.Confesso que me deu dó da bichinha esperando pelo amor seu, de cinta liga branca, num quarto de motel. Derrota? não não...

11) Finalmente o rapaz chega e ela corre para abraçá-lo já sem a meia branca, que ela estava há um segundo vestida.

E tudo acaba com uma guerra de travesseiros.

Sinceramente fantástico. Não tenho mais nada a declarar.

K



Escrito por Kadydja Albuquerque às 01h29
[] [envie esta mensagem] []



O que há (Álvaro de Campos)

   

(uma flor no asfalto... assim me sinto. cansada, mas não vencida.)

    O que há

    O que há em mim é sobretudo cansaço — 
    Não disto nem daquilo, 
    Nem sequer de tudo ou de nada: 
    Cansaço assim mesmo, ele mesmo, 
    Cansaço. 

    A sutileza das sensações inúteis, 
    As paixões violentas por coisa nenhuma, 
    Os amores intensos por o suposto em alguém,  
    Essas coisas todas — 
    Essas e o que falta nelas eternamente —; 
    Tudo isso faz um cansaço, 
    Este cansaço, 
    Cansaço. 

    Há sem dúvida quem ame o infinito, 
    Há sem dúvida quem deseje o impossível, 
    Há sem dúvida quem não queira nada — 
    Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles: 
    Porque eu amo infinitamente o finito, 
    Porque eu desejo impossivelmente o possível, 
    Porque quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,  
    Ou até se não puder ser... 

    E o resultado? 
    Para eles a vida vivida ou sonhada,  
    Para eles o sonho sonhado ou vivido, 
    Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...  
    Para mim só um grande, um profundo, 
    E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,  
    Um supremíssimo cansaço,  
    Íssimo, íssimo, íssimo, 
    Cansaço...

 Álvaro de Campos (heterônimo de Fernando Pessoa)

Imagem retirada de http://3.bp.blogspot.com



Escrito por Kadydja Albuquerque às 18h44
[] [envie esta mensagem] []



Saudade

Hoje acordei com uma mensagem do meu pai: Meu papel de parede! E em anexo uma foto do computador dele no trabalho. Era eu na foto... E todo o resto do dia seguiu sem tanta importância assim... apenas um tema em minha cabeça: a saudade.

"Minha alma tem o peso de uma saudade". Clarice Lispector.

A minha, cara mestra, tem o peso de várias. Convivo com a saudade como quem já se acostumou com um zumbido no ouvido. Em alguns momentos incomoda como uma dor de dente. Nunca passa. Saudade não se mata, fica sempre lá, ou aqui. Diminui, mas volta, e é sempre anunciada.

Saudade de filha, de irmã, de mulher, de amiga. Saudade é efeito da solidão. Estar só, mas não por inteira, muito menos tranquila. Estar consigo mesma e lembrar da ausência de quem se ama e por quem se é amada incondicionalmente.

Saudade é reflexo da perna quando o martelo encontra o joelho. Basta uma decepção, um problema no trabalho e vem a saudade de colo. Retorno às carências, à necessidade materna, à lembrança de quão cara é a escolha de estar longe. Porque sempre é escolha. E a saudade bate à porta para cobrar.

Também tem a saudade do que ainda não se viveu. Saudade dos castelos desconstruídos nas horas dos dias, nas passagens das noites. Ausência do que se anunciou como futuro e foi embora sem virar presente. Falta de acesso, falta de pulso. E para quem sempre escolhe e não foge da luta, a saudade vai virando coragem. Casca que reveste a alma e conforta.

Saudade não passa, mas o tempo sim. E isso basta, por enquanto.

Kadydja Albuquerque > 06.02.2009

[eu e minha mãe, minha maior saudade] [você tbm paaai!]



Escrito por Kadydja Albuquerque às 02h54
[] [envie esta mensagem] []



[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]





Meu perfil
BRASIL, Mulher, de 26 a 35 anos, Portuguese, English, Livros, Informática e Internet


Histórico
Categorias
Todas as mensagens
Citação


Votação
Dê uma nota para meu blog


Outros sites
Cibereza - meu outro blog
Ciberespecialização
Caos Consensual - Rodrigo Rocha
Realejo- Thiago Vieiros
Meu fotolog
Homem Nu
Blog de Poesias - Lele Teles
Soda Cáustica e Guaraná
Rascunhos, retratos e contemplações
Prosopopéia - Flog do Mingau
Carol Biasucci
Webcalc - Blog de Papi
Blog Agridoce
My Space - Kadydja
Destilado - Blog do Allan
Solta no Mundo - Márcia do Valle
Soteropolisampa - Blog da Papá êee!
Gancho de puxar nuvem - Mari H.
Anarquistas Graças a Deus
Apenas palavras - Fabiana
Exercícios de Desilusão
Chá com palavras
In case of emergency, smile!
Estava perdida no mar
Cólica Mental
Blog da Fernanda Mello